quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A fada era um passarinho?



"Eu juro que vi uma fada !!!
Mas minha mãe disse que devia ser um passarinho.
Mas eu vi, juro que vi !
Aí eu cresci e um dia um passarinho veio visitar minha janela.
Aí eu fiquei olhando e pensei....A fada era uma passarinho?
Mas eu podia jurar que era uma fada.(M@zé)"

O Pirilampo


O Pirilampo sentia-se cansado e triste! Não que estivesse na sua natureza a condição de Pirilampo deprimido, mas a sua luz era tão intensa, tão forte, que às vezes até queimava e ele sentia dificuldade em adormecer. Claro que a sua juventude e inexperiência faziam-no ignorar que os pirilampos passam as noites acordados, para tornar mais clara a noite dos homens e devem por isso descansar durante o dia. E neste estado um pouco ansioso e numa constante vigília, meteu asas ao caminho e voou para as longínquas Terras Geladas onde se situava o castelo de gelo. -Que frio!-disse o Pirilampo com as asinhas a tremer. E aproximando-se do lugar onde a Rosa adormecida continuava quieta e calada exclamou: -Nunca vi uma Rosa tão bonita!-e o seu pequeno coração de pirilampo bateu três vezes. Toda a noite o Pirilampo permaneceu junto da Rosa e apesar do frio, a sua luz brilhou ainda mais e lentamente foi derretendo o gelo. Pela madrugada o Pirilampo adormeceu. Na manhã seguinte, quem por qualquer razão passasse junto do pátio outrora gelado, encontraria uma gloriosa e renascida Rosa e um Pirilampo adormecido, coberto por uma pétala macia e vermelha. Nesse dia o castelo derreteu.(http://um-mundo-de-fantasia.blogspot.com)

A Lista - Oswaldo Montenegro













Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Por isso acredito nos meus sonhos

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada."

Clarice Lispector

sábado, 23 de outubro de 2010

Dia das Fadas




Do seu longínquo reino cor-de-rosa,
Voando pela noite silenciosa,
A fada das crianças vem luzindo.
Papoulas a coroam, e, cobrindo
Seu corpo todo, a tornam misteriosa.









À criança que dorme chega leve,
E, pondo-lhe na fronte a mão de neve,
Os seus cabelos de ouro acaricia
E sonhos lindos, como ninguém teve,
A sentir a criança principia.





Em coisas vivas, e um cortejo formam:
Cavalos e soldados e bonecas,
Ursos e pretos, que vêm, vão e tornam,
E palhaços que tocam em rabecas...







E há figuras pequenas e engraçadas...
Que brincam e dão saltos e passadas...
Mas vem o dia, e, leve e graciosa,
Pé ante pé, volta a melhor das fadas
Ao seu longínquo reino cor-de-rosa.


Fernando Pessoa, Poesias Inéditas

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Música de las Hadas Nereidas

As Ondinas



Os elementais da água têm vida própria. Onde há água, há seres aquáticos. Existem guardiões das fontes, ondinas, que vivem nos movimentos de água, sereias que penteiam seus cabelos nas rochas muitos tipos de ninfas, nereidas que mantêm a água limpa e dirigem suas correntes.
Os seres da água são: belos, sedutores, atrativos, sensuais, românticos, brincalhões, porém, também podem ser perversos. Gostam de cantar e adoram música. Movem-se na água, debaixo dela e, em alguns casos, em formas energéticas da água.
As Ondinas vivem nos riachos, nas fontes, no orvalho das folhas sobre as águas e nos musgos. As Ondinas e Nereidas são reconhecidos por terem o poder de retirar das águas a energia suficiente p/ a sua luminosidade, o que permite ao homem, por muitas vezes, percebê-los em forma de um leve "facho de luz".
Invocação:
"Eu vos saúdo, Ondinas,
Que consituís a representação do elemento água,
Conservai a pureza da minha alma,
Como o elemento mais precioso, da minha vida e do meu organismo.
Que assim, seja!"

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

The Butterfly. Celtic Women

Nella Fantasia - Celtic Woman ..

Nella fantasia
Nella fantasia io vedo un mondo giusto,
Li tutti vivono in pace e in onestà
Io sogno d'anime che sono sempre libere,
Come le nuvole che volano,
Pien' d'umanità n fondo all'anima.


Nella fantasia esiste un vento caldo,
Che soffia sulle città come amico.
Io sogno d'anime che sono sempre libere,
Come le nuvole che volano,
Pien' d'umanità n fondo all'anima




Tradução=
Na Fantasia
Na fantasia eu vejo um mundo justo.
Ali todos vivem em paz e em honestidade.
Eu sonho que as almas são sempre livres
Como as nuvens que voam
Cheias de humanidade no fundo da alma


Na fantasia exite um vento quente
Que sopra sobre a cidade, como amigo
Eu sonho que as almas são sempre livres
Como nuvens que voam
Cheias de humanidade no fundo da alma

PRIMAVERA-Cecília Meireles




A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1",


terça-feira, 25 de maio de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010




Um brinde aos artistas da internet, que fazem trabalhos maravilhosos.